Experiência do paciente na América Latina: Desafios e oportunidades para garantir a segurança

O sistema de saúde é uma parte essencial de nossas vidas, com o objetivo de prevenir doenças, tratar condições e melhorar nossa qualidade de vida. Entretanto, nesse nobre esforço de cuidar de nossa saúde, os sistemas de saúde podem, às vezes, cometer erros que resultam em danos aos pacientes. Esses erros não apenas causam sofrimento físico e emocional, mas também afetam negativamente a confiança das pessoas no sistema de saúde. Na América Latina e em todo o mundo, a segurança do paciente tornou-se uma questão crítica que requer atenção urgente. Neste blog, exploraremos o cenário atual da segurança do paciente na América Latina, abordando os desafios comuns e as soluções que as organizações podem implementar para garantir um atendimento ideal.

Onde estamos na América Latina?

A segurança do paciente é um tópico que não pode ser ignorado. Os danos aos pacientes ocorrem mesmo em sistemas avançados de saúde devido à crescente complexidade e à possibilidade de erros humanos. Erros de processo, falta de comunicação e a ausência de envolvimento ativo do paciente podem ser fatores subjacentes a esses problemas. É fundamental reconhecer que culpar apenas o provedor ativo não resolve os erros latentes do sistema. Em vez de esperar a perfeição individual, é necessário criar um ambiente seguro com sistemas bem projetados. É nesse ponto que entra em cena uma cultura de segurança compartilhada e transparente, um componente essencial para prevenir e melhorar os erros na área da saúde.

Segurança do paciente: O que isso significa?

A segurança do paciente não é apenas um conceito abstrato, mas um foco concreto no setor de saúde. À medida que os sistemas de saúde se tornam mais complexos, aumenta a probabilidade de riscos e erros associados à saúde. O objetivo da segurança do paciente é simples, mas fundamental: prevenir e reduzir riscos, erros e danos que os pacientes possam enfrentar durante o atendimento médico. A base dessa iniciativa é o aprendizado contínuo com erros e eventos adversos para melhorar e evoluir continuamente.

América Latina: Enfrentando o ônus dos danos relacionados à assistência médica

Milhões de pacientes na América Latina sofrem danos ou até morrem devido a cuidados de saúde inseguros. A situação é alarmante, com exemplos que incluem erros de medicação, infecções associadas à assistência médica e procedimentos cirúrgicos de risco. Práticas inseguras, como injeções inseguras e diagnósticos incorretos, contribuem para esse ônus. Esses problemas não só colocam em risco a segurança do paciente, mas também afetam a qualidade geral do atendimento médico na região.

Os dados falam por si 

  • Os erros de medicação resultam em um custo anual de aproximadamente US$ 42 bilhões em todo o mundo. As infecções associadas à assistência à saúde afetam de 7% a 10% dos pacientes hospitalizados. 

  • Até 25% dos pacientes cirúrgicos apresentam complicações, sendo que um milhão de pacientes cirúrgicos morrem anualmente. 

  • Práticas inseguras de injeção levam à perda de 9,2 milhões de anos de vida ajustada por incapacidade. 

  • Os erros de diagnóstico afetam 5% dos adultos em atendimento ambulatorial, sendo que mais da metade deles pode causar danos graves. 

  • Erros de radiação e septicemia causam danos e mortes evitáveis.

  • O tromboembolismo venoso é responsável por danos comuns e evitáveis.

Tecnologia transformadora: Melhorando a segurança do paciente

Na era digital, a tecnologia desempenha um papel crucial no aprimoramento do setor de saúde. A implementação de sistemas de qualidade e segurança do paciente pode fazer a diferença. Por meio de software especializado, é possível realizar auditorias eficazes e rastrear credenciamentos de altos padrões, como os da Joint Commission International (JCI). Esses sistemas não apenas monitoram a qualidade, mas também identificam áreas de melhoria e evitam futuros incidentes.

MEG: Oferecendo soluções

Por meio do MEG, apresentamos soluções eficazes para enfrentar os desafios comuns da segurança do paciente na área médica:

1. Gerenciamento de medicamentos: Oferecemos a Pesquisa de Administração de Antibióticos para abordar erros comuns na administração de medicamentos.

2. Erros cirúrgicos: Para evitar erros cirúrgicos, responsáveis por 10% dos danos evitáveis, fornecemos acesso eficiente à Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde, disponível digitalmente no contexto da Cirurgia Segura para a América Latina e Espanha.

3. Infecções associadas à assistência à saúde: Em resposta às infecções associadas à assistência médica, que representam 0,14% dos casos, implementamos medidas para reduzir a resistência a antibióticos e controlar infecções na área médica.

4. Sepse: a sepse é uma preocupação crítica, com aproximadamente 23,6% dos casos ocorrendo em hospitais. Oferecemos auditorias especializadas em prevenção e controle de infecções para tratar desse problema.

Olhando para o futuro

Os dados confirmam que a segurança do paciente é uma prioridade crítica na América Latina e em todo o mundo. A prevenção e a redução de eventos adversos na área da saúde são possíveis por meio de estratégias eficazes e colaboração global. Nosso objetivo final é garantir que todos os pacientes recebam atendimento seguro e de alta qualidade. Por meio da conscientização, do foco em grupos vulneráveis, de políticas de saúde robustas, de uma cultura de segurança e de pesquisas contínuas, podemos avançar em direção a um futuro em que a segurança do paciente seja constante. A adoção de tecnologias avançadas, como software de auditoria e rastreamento, será fundamental para melhorar continuamente a qualidade e a segurança do atendimento prestado. Em última análise, todos nós desempenhamos um papel importante nesse processo, desde os profissionais da área de saúde até os pacientes informados, colaborando para obter um atendimento ideal e seguro para os pacientes.

Fontes:

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Patient Safety (Segurança do paciente). https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/patient-safety. Acessado em 11 de setembro de 2023.

  2. Estudo do IBEAS. IBEAS: Um estudo pioneiro sobre segurança do paciente na América Latina: Towards Safer Hospital Care (Rumo a uma assistência hospitalar mais segura). 4 de maio de 2011. https://www.who.int/publications/i/item/WHO-IER-PSP-2010.3


5 dicas para a transformação digital em hospitais tipo IV e tipo II

A transformação digital dos hospitais é essencial para aumentar a eficiência, melhorar o atendimento ao paciente e manter-se à frente em um ambiente de saúde em rápida evolução. Quer se trate de um grande hospital Tipo IV com mais de 300 leitos ou de uma instalação Tipo II de médio porte com 60 a 150 leitos, entender as necessidades e os desafios específicos de cada tipo de hospital é fundamental para uma transição bem-sucedida. Aqui estão algumas dicas importantes para orientar o processo de transformação digital para esses tipos de hospitais.

1. Seleção de tecnologia e gerenciamento de riscos

Escolha tecnologias adaptadas ao tamanho e à complexidade do hospital, considerando tanto a infraestrutura atual quanto as necessidades futuras.

  • Hospitais do tipo IV: Um hospital do Tipo IV, com mais de 300 leitos e uma ampla gama de serviços, deve implementar um sistema abrangente de gerenciamento hospitalar que integre todos os departamentos, aprimorando a coordenação e simplificando as operações em todos os setores. Isso pode incluir sistemas que gerenciem registros de pacientes, inventário, programação e muito mais.

  • Hospitais do tipo II: Para um hospital do Tipo II com 60 a 150 leitos, um sistema modular é ideal. Isso permite que o hospital comece com componentes essenciais, como o gerenciamento de documentos, e expanda gradualmente conforme necessário. Essa abordagem garante que o hospital possa dimensionar seus recursos digitais de acordo com seu crescimento.

2. Avaliação de risco

Realizar avaliações de risco completas antes de implementar novas tecnologias, adaptadas à escala e ao tipo do hospital.

  • Hospitais do tipo IV: Antes de implantar um novo sistema digital em todo o hospital, considere a possibilidade de testá-lo em uma unidade específica para garantir a compatibilidade com os sistemas existentes e evitar a perda de dados. Essa etapa permite fazer os ajustes necessários antes de uma implementação em grande escala.

  • Hospitais do tipo II: Para um hospital do Tipo II, avalie os riscos associados à integração de um sistema de gerenciamento de pacientes. Um teste piloto em uma área de alto tráfego, como o departamento de emergência, pode fornecer informações valiosas sobre a eficácia do sistema e destacar possíveis problemas.

3. Aumento da eficiência operacional

Adotar soluções digitais que simplifiquem os processos internos e aumentem a eficiência operacional, personalizadas de acordo com as necessidades específicas do hospital.

  • Hospitais do tipo IV: Implemente um sistema de gerenciamento de inventário em tempo real para rastrear e otimizar o uso de suprimentos médicos e medicamentos em vários departamentos. Por exemplo, a integração de um sistema de gerenciamento de farmácia pode melhorar significativamente a alocação de recursos e reduzir o desperdício.

  • Hospitais do tipo II: A introdução de um sistema de auditoria de higiene das mãos ou de uma ferramenta de gerenciamento de risco de incidentes pode reduzir os encargos administrativos e melhorar o gerenciamento do fluxo de pacientes. Esses sistemas são particularmente benéficos em hospitais com volumes moderados de pacientes, onde a eficiência é crucial.

4. Segurança do paciente e gerenciamento de riscos

Aproveite as tecnologias avançadas para aumentar a segurança do paciente, garantindo que a equipe seja treinada para seguir os protocolos de segurança digital.

  • Hospitais do tipo IV: Utilize painéis detalhados, mapas de calor e recursos de rastreamento de problemas para identificar e priorizar riscos, planejar intervenções e monitorar o progresso. Essas ferramentas são vitais em grandes hospitais, onde o gerenciamento de um grande volume de pacientes e dados pode ser um desafio.

  • Hospitais do tipo II: Um sistema de monitoramento de farmácia com alertas automatizados para administração de medicamentos pode reduzir significativamente os erros e aumentar a segurança do paciente, especialmente em unidades de cuidados intensivos. Esses sistemas ajudam a manter altos padrões de segurança, mesmo em ambientes hospitalares menores.

5. Treinamento e educação

Fornecer treinamento contínuo para a equipe sobre novas tecnologias e protocolos de segurança para garantir uma transição tranquila.

  • Hospitais do tipo IV: Ofereça workshops de treinamento abrangentes e recursos on-line para toda a equipe do hospital sobre o uso do novo sistema de gestão hospitalar e a compreensão dos protocolos de segurança cibernética. A educação contínua é essencial em grandes instituições para garantir que todos os funcionários sejam proficientes com os novos sistemas.

  • Hospitais do tipo II: Implementar sessões de treinamento direcionadas para o pessoal administrativo e clínico sobre o uso de prontuários médicos eletrônicos (EMRs) e ferramentas de agendamento. Essas sessões devem ser práticas e focadas nas operações diárias para ajudar a equipe a se adaptar rapidamente aos novos sistemas.

"A ferramenta nos permitiu avaliar mais processos, envolver mais equipes e focar com mais eficiência em pontos críticos, tornando nossos esforços mais eficazes."

-Dr. Hugo Siu, Diretor de Qualidade, Clínica Anglo Americana, Peru.

Conclusão

A transformação digital em hospitais, sejam eles grandes instalações do Tipo IV ou instituições menores do Tipo II, exige planejamento cuidadoso, gerenciamento de riscos e educação contínua. Ao selecionar as tecnologias adequadas, realizar avaliações de risco completas, aumentar a eficiência operacional, priorizar a segurança do paciente e investir no treinamento da equipe, os hospitais podem enfrentar com sucesso os desafios da transformação digital. Esse processo não apenas melhora os resultados para os pacientes, mas também posiciona os hospitais para atender às futuras demandas de saúde com agilidade e resiliência.

Aprimorando a segurança do paciente: Insights e soluções de um especialista em qualidade de saúde

Em uma entrevista esclarecedora, um profissional experiente, Mauricio Petri, especialista em Segurança e Qualidade do Paciente, compartilhou sua extensa jornada por vários setores, incluindo o automotivo e o de saúde, e seu foco atual na transformação digital em saúde. Com mais de duas décadas de experiência, ele fez avanços significativos na integração de sua experiência em gestão da qualidade para melhorar a segurança do paciente e a gestão hospitalar.

Insights sobre os desafios da segurança do paciente

O principal desafio enfrentado pelo atendimento ao paciente é a acessibilidade. Alta acessibilidade sem qualidade é o mesmo que ter baixa acessibilidade. A assistência médica eficaz começa com a atenção primária acessível, que estabelece a base para medidas preventivas e diagnóstico precoce. Entretanto, melhorar a acessibilidade por si só não é suficiente; a qualidade deve ser mantida durante todo o processo de atendimento. Isso envolve não apenas avanços digitais, mas também aprimoramentos nos processos gerais de atendimento.

Fatores que influenciam a experiência do paciente

Vários fatores afetam o atendimento ao paciente, inclusive o tempo dedicado à interação com o paciente e a qualidade da comunicação. Estudos enfatizam a importância da empatia, da comunicação e do gerenciamento das expectativas do paciente. A lacuna entre as expectativas do paciente e o atendimento real pode levar à insatisfação. A comunicação eficaz e o gerenciamento das expectativas são fundamentais para proporcionar uma experiência positiva ao paciente.

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Melhorar a comunicação e o envolvimento do paciente

Os esforços para melhorar a comunicação com o paciente incluem sistemas de feedback proativos e o envolvimento do paciente na tomada de decisões. O envolvimento dos pacientes na elaboração dos processos de atendimento ajuda a alinhar os serviços às suas necessidades. Por exemplo, o trabalho com grupos de pacientes no Chile demonstrou os benefícios da incorporação do feedback dos pacientes no projeto do processo.

"Alta acessibilidade sem qualidade é o mesmo que ter baixa acessibilidade. Portanto, o segundo ponto importante depois da acessibilidade é a qualidade."

"A maneira de incorporar essas ferramentas é criar um espaço digital onde o paciente, durante o fluxo e a jornada de atendimento, possa fornecer rapidamente sua experiência em tempo real."

-Mauricio Petri, Especialista em Qualidade e Segurança do Paciente, Desenvolvimento de Negócios na América Latina e Espanha do MEG

O papel da transformação digital

A transformação digital está evoluindo, com foco em registros eletrônicos de saúde e relatórios de incidentes. No entanto, a próxima etapa envolve o uso de ferramentas digitais para capturar as experiências dos pacientes em tempo real. Ao integrar pesquisas digitais e mecanismos de feedback durante o atendimento, os prestadores de serviços de saúde podem resolver rapidamente os problemas e melhorar a experiência do paciente. Essa abordagem permite ajustes imediatos e melhor coordenação entre as equipes de atendimento.

Conclusão

A integração de ferramentas digitais para feedback do paciente em tempo real representa um avanço significativo na melhoria da segurança do paciente e da qualidade do atendimento. Ao abordar a acessibilidade, a comunicação e aproveitar a tecnologia, os prestadores de serviços de saúde podem aprimorar a experiência geral do paciente. Os esforços contínuos para inovar e envolver os pacientes em sua jornada de atendimento são passos cruciais para alcançar melhores resultados e ambientes de saúde mais seguros.

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Quebrando as barreiras: Enfrentando os desafios da migração de dados do setor de saúde

De acordo com o Gartner, 83% dos projetos de migração de dados fracassam, sendo que mais da metade excede os orçamentos alocados. E em um setor altamente regulamentado como o de saúde, em que os provedores gerenciam grandes quantidades de dados complexos em várias fontes, formatos e sistemas, a migração de dados apresenta seu próprio conjunto de desafios exclusivos.

A garantia da integridade dos dados, a preservação dos registros dos pacientes, a manutenção da prestação ininterrupta de cuidados e a conformidade com as normas regulatórias dependem da migração bem-sucedida dos dados. Então, como as organizações da área de saúde podem realizar uma migração de dados perfeita enquanto atualizam sua infraestrutura digital? Seja na transição de sistemas legados para soluções avançadas, na fusão de operações ou no aumento da conformidade com normas atualizadas, esta postagem do blog explora os desafios comuns e como nós do MEG os superamos com nossa experiência no setor e nossas práticas recomendadas.

Principais desafios na migração de dados do setor de saúde

1. Integridade dos dados

O desafio

Garantir a precisão e a consistência dos dados durante a migração é um desafio significativo devido à grande variedade de dados estruturados e não estruturados da área da saúde em várias fontes, diferentes modelos de dados e problemas de qualidade de dados, como informações ausentes, desatualizadas ou imprecisas. Dados inconsistentes ou de baixa qualidade podem levar a erros que afetam o atendimento ao paciente e a eficiência operacional geral.

A solução

No MEG, usamos uma abordagem em três etapas para garantir a integridade dos dados. Isso inclui:

  1. Padronização de dados: O uso de formatos de dados padronizados, nomes de campos e esquemas de codificação para manter a consistência entre os sistemas é um método eficaz para eliminar dados incorretos e ausentes, agilizar o processo de migração e garantir a compatibilidade entre os sistemas. O estabelecimento de políticas e procedimentos de governança de dados ajuda a aplicar práticas de padronização e a manter a qualidade dos dados ao longo do tempo.

  2. Limpeza de dados: A realização de uma análise completa dos dados a serem migrados para o novo sistema ajuda a identificar inconsistências, duplicatas ou erros no conjunto de dados. A resolução desses problemas logo no início minimiza o risco de corrupção ou perda de dados durante a migração.

  3. Auditoria de dados: A realização de um inventário completo de todas as fontes, formatos e estruturas de dados existentes permite que as organizações de saúde identifiquem possíveis desafios, como inconsistências de dados, sistemas desatualizados ou incompatíveis e dados duplicados que poderiam afetar negativamente o processo de migração com bastante antecedência.

2. Interoperabilidade

O desafio

Diferentes sistemas de saúde usam diferentes formatos e padrões de dados, o que torna a interoperabilidade um obstáculo significativo.

A solução

Para garantir a compatibilidade e a interoperabilidade entre os sistemas de origem e de destino, recomendamos o desenvolvimento de procedimentos robustos de mapeamento e transformação de dados que permitam a integração precisa de diferentes formatos e padrões de dados.

O mapeamento de dados garante que os campos de dados no sistema de origem (no nosso caso, o Sistema de Gerenciamento de Qualidade existente) correspondam com precisão aos campos no sistema de destino (MEG). Isso envolve a análise dos sistemas de origem e de destino, a transformação dos dados nos formatos necessários e a garantia de um mapeamento preciso dos campos entre os sistemas. É aqui também que os dados são convertidos no formato ou na estrutura necessários. Isso pode envolver transformações simples, como formatos de data (por exemplo, alteração de MM/DD/AAAA para AAAA-MM-DD) ou transformações mais complexas, como a combinação de vários campos em um só.

3. Segurança e conformidade de dados

O desafio

Os dados do setor de saúde contêm informações confidenciais dos pacientes, como identificadores pessoais, histórico médico e diagnósticos, e estão sujeitos a normas rígidas de privacidade, como HIPAA e GDPR. Garantir a conformidade com essas estruturas de governança e evitar a exposição, perda ou corrupção de dados durante a migração costuma ser um desafio.

A solução

Para superar isso, o MEG implementa as seguintes medidas em todos os projetos de migração de dados:

  • Os clientes são incentivados a fazer uma autoavaliação de seus dados internos, e a equipe de implementação do MEG os orienta nas práticas recomendadas para a preparação de dados. Esse processo geralmente envolve a consolidação de dados de vários formatos e fontes, como registros em papel, planilhas do Excel e bancos de dados de softwares antigos, em uma única fonte segura.

  • Políticas claras de retenção de dados que determinam por quanto tempo diferentes tipos de dados devem ser retidos e quando podem ser arquivados ou excluídos com segurança para garantir a privacidade e a segurança dos dados e a adesão aos requisitos legais e regulamentares.

  • Métodos de criptografia robustos e arquivos zip protegidos por senha para proteger os dados durante a transferência

  • Controles de acesso rigorosos para garantir que somente o pessoal autorizado possa acessar os dados

  • Verificar e documentar com frequência a conformidade com os regulamentos relevantes durante todo o processo de migração

4. Tempo de inatividade e interrupção

O desafio

Em alguns casos, a migração de grandes quantidades de dados pode causar tempo de inatividade do sistema, afetando as operações de saúde e o atendimento ao paciente.

A solução

Algumas práticas recomendadas que podem ser implementadas para evitar isso incluem:

  • Migração em fases: A execução da migração em fases menores e gerenciáveis permite que as organizações identifiquem e resolvam possíveis problemas logo no início, reduzindo o risco geral de perda de dados, corrupção ou tempo de inatividade do sistema. Cada fase serve como uma oportunidade de aprendizado para refinar os processos e atenuar os possíveis problemas nas fases subsequentes.

  • Backups: A manutenção de backups de todos os dados antes e durante o processo de migração permite que você implemente procedimentos de reversão para voltar ao estado anterior em caso de falhas críticas ou perda de dados durante a migração.

  • Testes: A configuração de ambientes de teste dedicados que espelham o ambiente de produção permite o teste completo dos processos de migração sem afetar as operações em tempo real. Isso permite que as organizações identifiquem e resolvam problemas em um ambiente controlado antes de implementar as alterações na produção.

Conclusão

A migração de dados do setor de saúde é um empreendimento complexo, mas necessário para modernizar os sistemas de saúde e melhorar o atendimento ao paciente. Ao compreender os desafios e implementar estratégias eficazes para enfrentá-los, as organizações podem derrubar as barreiras para uma migração de dados bem-sucedida, garantir a conformidade e a segurança e abrir caminho para um ambiente de saúde mais eficiente, integrado e centrado no paciente.

Para saber mais sobre a migração bem-sucedida de dados da área de saúde, confira nosso whitepaper "Mastering Healthcare Data Migration: Desafios, práticas recomendadas e a abordagem MEG".

Entrevista com a Dra. Magaly Blas, pesquisadora e epidemiologista

Avanços tecnológicos na saúde materna na Amazônia: O caso de Mamás del Río

No coração da floresta amazônica, onde as estradas se tornam rios e as distâncias são medidas em dias de navegação, o Mamás del Río surge como um farol de esperança para as comunidades que enfrentam atendimento médico limitado. Liderado pela Dra. Magaly Blas, com ampla experiência em epidemiologia e saúde pública, esse programa provou ser um modelo inovador para melhorar a saúde materna e neonatal por meio de tecnologia adaptadaa ambientes desafiadores. Este artigo explora como o programa integrou a tecnologia para aprimorar o atendimento em áreas rurais e indígenas, destacando a importância das parcerias público-privadas nesse processo.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA EM VÍDEO AQUI

Neste vídeo, a Dra. Magaly Blas, epidemiologista, apresenta o Mamás del Río, um programa que melhora a saúde materna e neonatal na Amazônia peruana e colombiana. O programa capacita os agentes comunitários de saúde com tablets para conteúdo educacional e ferramentas de monitoramento, transformando a assistência médica em áreas remotas.

Os CC estão em inglês e em vários outros idiomas.

Dra. Magaly Blas e Mamás del Río

A Dra. Magaly Blas é médica da Universidad Peruana Cayetano Heredia, com mestrado e doutorado em epidemiologia pela Universidade de Washington. Atualmente, ela lidera o programa Mamás del Río, que visa melhorar a saúde materna e neonatal em comunidades remotas e indígenas na Amazônia peruana e colombiana. Além de dirigir o programa, a Dra. Blas também desempenha um papel fundamental como chefe da Secretaria de Advocacia Política em Medicina e Saúde Pública da Faculdade de Medicina do Peru.

Usando a tecnologia para melhorar a saúde materna e do recém-nascido

A Mamás del Río implementou a tecnologia diretamente nas mãos dos agentes comunitários de saúde, que desempenham um papel vital em suas comunidades isoladas. Cada agente comunitário recebe um tablet que serve como ferramenta educacional e de monitoramento. Esse tablet contém "histórias digitais", narrativas interativas criadas em colaboração com as próprias comunidades, abordando tópicos específicos de saúde materna e neonatal. Durante as visitas domiciliares, o tablet orienta os trabalhadores sobre os sinais de perigo durante o parto e promove práticas seguras de parto, usando conteúdo multimídia que repercute profundamente nas comunidades locais.

"Equipamos nossos agentes comunitários de saúde com tablets que contêm conteúdo educacional interativo e ferramentas de monitoramento. Isso não apenas facilita a educação sobre cuidados maternos e neonatais, mas também permite o monitoramento contínuo da saúde em comunidades onde o acesso aos centros de saúde é limitado. Demonstramos que é possível adaptar as ferramentas tecnológicas para que funcionem sem conexão com a Internet, garantindo que as informações essenciais cheguem até mesmo às comunidades mais remotas."

Exemplos de colaborações público-privadas

As colaborações estratégicas com entidades públicas e privadas têm sido fundamentais para o sucesso do Mamás del Río. Sob a liderança do Dr. Blas, o programa estabeleceu parcerias sólidas com o Ministério da Saúde e os governos regionais, além do apoio dos Ministérios das Relações Exteriores do Peru e da Colômbia. Essa parceria facilitou a expansão do programa ao longo da fronteira, melhorando significativamente o acesso à saúde em áreas anteriormente inacessíveis. Além disso, o programa recebeu financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Grand Challenges Canada, que apoiaram as principais iniciativas de ampliação e avaliação de impacto.

"Trabalhamos em estreita parceria com o Ministério da Saúde e os governos regionais, bem como com organizações internacionais, para ampliar o programa e garantir sua sustentabilidade a longo prazo."

Métodos de pesquisa e avaliação de impacto

O Mamás del Río tem usado métodos de pesquisa rigorosos para avaliar o impacto de suas intervenções na saúde materna e neonatal. Foram realizados estudos antes e depois do programa em comunidades selecionadas, usando censos repetidos para medir as mudanças nos indicadores de saúde. Os resultados desses estudos foram publicados em revistas especializadas, como a The Lancet Regional Health Americas, destacando melhorias significativas nos cuidados com os recém-nascidos, a promoção da amamentação e o aumento dos partos institucionais.

"Esses resultados não apenas validam nossa estratégia, mas também reforçam nosso compromisso de continuar inovando e adaptando tecnologias para lidar com os desafios únicos enfrentados pelas comunidades amazônicas."

Novas ideias a partir de colaborações

As colaborações bem-sucedidas levaram a novas iniciativas no Mamás del Río. Por exemplo, uma abordagem inovadora está sendo desenvolvida para tratar da gravidez na adolescência, uma preocupação crescente nas comunidades atendidas pelo programa. A Dra. Lisa Lebita Woodson trabalhou nessa linha para entender por que ocorre a gravidez na adolescência e como lidar com ela. Além disso, a capacitação da comunidade foi fortalecida com a criação da Associação de Agentes Comunitários de Saúde Indígenas (AACOSIL), uma plataforma que promove a liderança local e a participação na tomada de decisões relacionadas à saúde.

"Nosso objetivo é garantir que todas as mães e crianças da Amazônia tenham acesso equitativo a cuidados de saúde seguros e eficazes."

- Dra. Magaly Blas, epidemiologista e pesquisadora, diretora da Mamás del Río

Com a combinação certa de tecnologia, colaboração e compromisso, o Mamás del Río mostrou que é possível melhorar significativamente o atendimento materno e neonatal nas regiões mais remotas e vulneráveis do continente. Apesar dos desafios iniciais, como treinamento em tecnologia e infraestrutura de conectividade limitada, o programa implementou soluções eficazes em ambientes remotos sem acesso constante à Internet. O aplicativo de operação off-line facilitou a adoção pelos agentes comunitários, permitindo que eles acessassem recursos educacionais essenciais e ferramentas de monitoramento.

Em conclusão, sob a direção da Dra. Magaly Blas, o Mamás del Río destaca a importância crucial da inovação tecnológica e das parcerias estratégicas para melhorar a saúde materna e neonatal em áreas remotas. Por meio da colaboração público-privada, o programa não apenas transformou vidas e fortaleceu comunidades, mas também estabeleceu um modelo replicável para regiões com desafios semelhantes. O compromisso contínuo com a pesquisa e a avaliação rigorosa continua sendo essencial para orientar futuras intervenções e garantir um impacto duradouro na saúde pública, melhorando assim a segurança do paciente e a qualidade dos sistemas de saúde.